À Cristina Branco
É preciso esperar o vermelho impuro das rosáceas
o som fatal do bandoneón no seu choro arrebatado
e partir saia-arregaçada
passo-incerto
corpo confiado à languidez musical dos trópicos.
Pôr uma rosa púrpura no cabelo
pisar o sangue oculto do palco e
dar-se ao tango toda
pescoço-pernas-cintura.
No sabes las ganas que tengo de verte,
aquí estoy varado sin plata y sin fe…
Trazê-lo colado à voz no regresso
e inventar uma outra forma de cantar
a dança dorida do peito
e o fado tradicional.
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