Terça-feira, Julho 19, 2011

Invitation au Voyage

À Cristina Branco

É preciso esperar o vermelho impuro das rosáceas
o som fatal do bandoneón no seu choro arrebatado
e partir saia-arregaçada
passo-incerto
corpo confiado à languidez musical dos trópicos.

Pôr uma rosa púrpura no cabelo
pisar o sangue oculto do palco e
dar-se ao tango toda
pescoço-pernas-cintura.

No sabes las ganas que tengo de verte,
aquí estoy varado sin plata y sin fe…


Trazê-lo colado à voz no regresso
e inventar uma outra forma de cantar
a dança dorida do peito
e o fado tradicional.

0 comentários: